Eliminando a "escadinha" no vi

Algumas vezes ao tentar colar algum texto no vi (normalmente quando se está conectado no linux através de um console remoto - como o PuTTY, por exemplo) o texto sai com um efeito "escada". A razão disso é a função "Auto Ident" (auto identação) ativada. É uma função muito útil, principalmente para quem costuma programar utilizando o vi, mas às vezes atrapalha. Para desativá-la momentâneamente, basta digitar:

:set noai

Para ativá-la novamente, digite:

:set ai

Se você tiver certeza de que não precisa de auto identação, pode desabilitá-la de vez no arquivo de configuração do vi (normalmente em /etc/vim/vimrc).

Simples assim!

Debian: Pós Instalação

Esta é a lista de tarefas que eu executo após concluir a instalação de um servidor Debian (todas na conta de root)

Acertar o arquivo .bashrc:

vi /root/.bashrc
  • Descomentar as entradas abaixo de "# You may uncomment the following lines", para deixar o comando ls colorido.
  • Ativar o bash Auto-Completion: se você utiliza o bash como shell, experimente ativar a auto-completion. Como o nome diz, ela extende o recurso de completar o nome dos comandos no shell a várias outras coisas, como opções dos programas mais comuns e até nomes de pacotes a serem instalados/removidos com o apt.
    Para ativar basta incluir a linha abaixo no seu arquvio $HOME/.bashrc

    source /etc/bash_completion
  • Eu costumo acrescentar alguns alias, que facilitam o trabalho (como o de colorir o grep, por exemplo). Os outros são: cdl (vai para /var/log), cds (vai para /etc/init.d), tm (dá um "tail -f" no arquivo /var/log/messages) e ts ("tail -f" no arquivo /var/log/syslog). A imagem abaixo mostra como fica o arquivo final (clique para ampliar):

Acertar a lista de repositórios:

vi /etc/apt/sources.list
  • Comentar a entrada do CD-ROM utilizada na instalação
  • Acrescentar entradas para mirrors próximos a você (eu utilizo o mirror da USP, com ótima performance)
  • Aproveite também para acrescentar a opção non-free nas entradas que ainda não a possuem. Isso vai permitir o acesso a todos os pacotes.
No final, o meu arquivo fica parecido com isso:

#deb cdrom:[Debian GNU/Linux 4.0 r0 _Etch_ - Official i386 CD Binary-1 20070407-11:55]/ etch contrib main
#deb cdrom:[Debian GNU/Linux 4.0 r0 _Etch_ - Official i386 CD Binary-1 20070407-11:55]/ etch contrib main
deb http://linux.iq.usp.br/debian/ etch main contrib non-free
deb-src http://linux.iq.usp.br/debian/ etch main contrib non-free
deb http://security.debian.org/ etch/updates main contrib non-free deb-src http://security.debian.org/ etch/updates main contrib non-free




Saia do arquivo ( :wq), atualize as bases de dados do APT (aptitude update) e instale os pacotes desejados. O que eu costumo instalar como básico:

  • Kernel-Linux: Normalmente, o sistema é instalado com um kernel "genérico", voltado para processadores Intel 386/486, e que suporta apenas 1Gb de memória RAM. Como provavelmente você possui um processador mais moderno, vale a pena instalar um kernel específico para o seu processador, e com suporte a mais memória, se for o caso. Os principais são: linux-image-2.6-686 (para processadores Pentium Pro/Celeron/Pentium 2/Pentium 3/Pentium 4), linux-image-2.6-k7 (para processadores AMD Duron/Athlon/AthlonXP). Os pacotes de Kernel que terminam em smp dão suporte a multiplos processadores/cores e os que terminam em bigmem dão suporte a quantidades de memória superior a 1Gb.
  • vim (VI Improved): a versão do vim que vem instalada por default é minimalista e não contém todos os recursos. Após a instalação, edite o arquivo de configuração (/etc/vim/vimrc) e descomente (retirando as aspas " do começo da linha) a linha que contém o texto syntax on e salve o arquivo. Isso ativa a função de Syntax highlight do vim, que colore o conteúdo dos textos. Pacote: vim
  • Servidor OpenSSh: básico para efetuar o acesso à servidores (se eu pegar alguém usando telnet, vai levar uma surra de gato morto até o gato miar !!!). Pacote: openssh-server
  • Screen: O Screen é um sistema de janelas utilizado em modo texto. Basicamente, permite que você use várias consoles de texto através de uma única conexão (local ou remota), além de várias outras coisas. (mini-tutotial sobre ele em breve !). Pacote: screen
  • PSmisc: instala os utilitarios fuser, killall e pstree. Pacote: psmisc

Outros pacotes:

  • less: utilizado para paginar resultados para cima e para baixo. Não é essencial, mas faz falta as vezes. Pacote: less
  • Build Essential: se você precisar compilar aplicações (ou o kernel) a partir do código fonte, esse pacote instala os pacotes necessários (gcc e sua turma). Pacote: build-essential
  • XOrg: metapacote para instalar o servidor de janelas. Além disso você provavelmente vai querer instalar um ambiente gráfico. Os mais famosos são o Gnome e KDE, mas também há outros mais leves como o xfce, blackbox, IceWM, etc. Não há um ambiente melhor que o outro. Cada um tem características próprias e no geral são muito bons. Recomendo que você teste alguns deles e veja com qual você se dá melhor. Pacote: xorg.

Instalando o Debian através de um Pendrive

A motivação:

Um dia desses, um amigo me pediu ajuda, pois precisava instalar um servidor mas o computador utilizado possuia um drive de CDROM SATA e o CD do debian disponível estava tendo problemas em reconhecê-lo. A solução: dar o boot através de um pendrive.

Material necessário:

Você vai precisar de um pendrive de pelo menos 256Mb (ou com pelo menos uns 180Mb livres), uma imagem ISO do Debian que caiba no pendrive, alguns arquivos baixados de um mirror do projeto Debian e o utilitário SysLinux. Você pode utilizar o pendrive para outras funções normalmente.

1) A imagem de CD ISO.

A imagem ISO pode ser baixada do site do http://www.debian.org (ou de um de seus mirrors. Eu costumo utilizar o mirror da Universidade de SP), via FTP, HTTP, Torrent ou JigDo. Caso você já possua um CD gravado, a imagem pode ser gerada através desse CD. Para fins de economia de espaço (principalmente se você possui um pendrive pequeno de 256Mb ou 512Mb), utilize uma imagem netinst, que possui em média 150Mb.

Para gerar a imagem a partir de um CD:

No linux:
dd if=/dev/hdd of=Debian.iso


Onde /dev/hdd é o dispositivo que representa seu drive de CD/DVD.

No Windows:
Utilize o programa LC ISO Creator, disponível em http://www.lucersoft.com/freeware.php. É gratuito, pequeno (apenas 52Kb) e funciona perfeitamente.

Independente de baixar ou gerar a imagem ISO, uma vez que ela esteja disponível, copie-a para a raiz do pendrive.

2)Arquivos de Inicialização e Instalador

Entre no site http://ftp.nl.debian.org/debian/dists/lenny/main/installer-i386/current/images/hd-media/ e baixe os três arquivos disponíveis (boot.img.gz, initrd.gz, vmlinuz) e copie-os para a raiz do pendrive.

3) SysLinux (Bootloader)

Agora nós precisamos do SysLinux, que será o Bootloader utilizado no nosso pendrive de boot.

No Linux:
Apesar dos fontes estarem disponíveis para compilação, o pacote já esá presente na maioria das distribuições. Sendo assim, a forma mais prática é instalálo através do gerenciador de pacotes de sua ditribuição (no Debian e provavelmente em seus descendentes como Ubuntu e Kurumin basta um "aptitude install syslinux". Com o programa instalado, descubra qual o dispositivo associado ao seu pendrive - dev/sdX - normalmente é /dev/sda ou /dev/sdb. Você pode descobrir isso vendo os logs ou através de comandos como dmesg e mount. Após descobrir qual o dispositivo do pendrive (e ter certeza de que é o dispositivo certo !!!) basta desmontar o dispositivo e executar o seguinte comando:

syslinux /dev/sda

No Windows:
Entre no site http://www.kernel.org/pub/linux/utils/boot/syslinux/ e baixe o arquivo ZIP com a versão
mais atual. Na época da escrita deste artigo, a versão era a syslinux-3.72.zip. Abra o arquivo, localize o diretório win32 e extraia o arquivo syslinux.exe que está dentro desse diretório (para facilitar, você pode extrair para o diretório do windows, normalmente c:\windows). Agora abra um Prompt de Comando, entre no diretório onde você salvou o arquivo syslinux.exe e execute o seguinte comando:

syslinux X:

Onde X: é a letra de unidade associada ao seu pendrive.

Para finalizar, basta criar o arquivo de configuração. Crie um arquivo com o conteúdo abaixo e coloque-o na raiz do pendrive com o nome de syslinux.cfg.

default vmlinuz
append initrd=initrd.gz

Testando:

Para testar, basta deixar o pendrive conectado na porta USB e reiniciar o computador. Dependendo da sua BIOS, talvez seja necessário pressionar uma tecla durante a inicialização (normalmente F8 ou F11) ou alguma configuração na BIOS para que a máquina inicializada pela porta USB.

Atualização (28/07/2010):
Recentemente tentei acessar os arquivos de imagem (descritos no passo 2) e não consegui (Erro 404 - Arquivo não encontrado). Dei uma olhadinha no site e o diretório http://ftp.nl.debian.org/debian/dists/etch/ foi removido, ficando apenas o http://ftp.nl.debian.org/debian/dists/lenny/ em seu lugar. Fora isso, o restante da estrutura parece igual. Assim que tiver um tempinho, eu confiro se mudou mais alguma coisa e atualizo o tutorial (ou crio outro). Nesse meio tempo, já atualizei o link lá em cima.

Ferramentas Microsoft - SysInternals

SysInternals foi uma empresa fundada em 1996 que produziu diversos softwares voltados apara a administração de redes windows. Em 2006 a empresa foi comprada pela Microsoft, que continuou o desenvolvimento e atualmente disponibiliza os produtos para download gratuitamente em seu site, http://technet.microsoft.com/pt-br/sysinternals/default(en-us).aspx.

Nessa série de posts, eu pretendo fazer uma pequena introdução em algumas dessas ferramentas:

1 - TCPView - Lista as conexões de rede (no estilo do netstat)
2 - PageDefrag - desfragmenta arquivos de sistema durante a inicialização do Windows.
3 - PsInfo - Exibe informações sobre a instalação do Windows (local e via rede)


[Update]
Este post ficará como um índice. Assim, conforme a lista de artigos sobre o tema for crescendo, vou incluir seus links aqui.